02/09/2026

TM-30: um novo olhar sobre a qualidade da luz e das cores

TAG: IES TM-30, CRI, avaliação de cor, iluminação de qualidade, fidelidade de cor.

Duas fontes de luz podem ter o mesmo IRC e, ainda assim, fazer as cores parecerem completamente diferentes
É justamente aí que começa uma conversa importante sobre qualidade da luz.
Durante muito tempo, o Índice de Reprodução de Cor (IRC ou CRI) foi a principal referência para avaliar como uma fonte de luz reproduz as cores. Ele continua sendo um indicador relevante, mas a evolução da tecnologia LED trouxe uma diversidade muito maior de espectros, e, com ela, a necessidade de olhar para a cor de forma mais completa.
É nesse contexto que entra o TM-30, método desenvolvido pela Illuminating Engineering Society (IES) para ampliar nossa compreensão sobre como a luz transforma aquilo que enxergamo

De 8 para 99 cores: por que isso importa?
No IRC tradicional, o valor geral Ra é calculado a partir de apenas 8 amostras de cores. O TM-30 amplia essa análise para 99 amostras, selecionadas para representar uma variedade muito maior de tonalidades e níveis de saturação.
Na prática, isso significa enxergar detalhes que um único número pode esconder.
Em uma loja, por exemplo, a luz pode transformar a percepção de tecidos, alimentos e acabamentos. Em uma residência, interfere diretamente na maneira como percebemos a madeira, a decoração e até os tons de pele. Em museus, galerias e outros espaços onde a cor é protagonista, essa precisão ganha ainda mais importância.
Por isso, quando falamos em qualidade da luz, não basta perguntar “qual é o IRC?”. Precisamos entender o que essa luz faz com as core

Rf e Rg: dois índices que contam muito mais
Entre as principais métricas do TM-30 estão o Fidelity Index (Rf) e o Gamut Index (Rg).
O Rf – Índice de Fidelidade indica o quanto as cores permanecem próximas de uma fonte de referência. Sua escala vai até 100: quanto mais próximo desse valor, maior a fidelidade.
Já o Rg – Índice de Gamut ajuda a compreender o comportamento da saturação. Um Rg acima de 100 indica, de forma geral, aumento do croma, cores mais vívidas, enquanto valores abaixo de 100 indicam redução.
E aqui está uma das grandes diferenças do TM-30: mais saturação não significa necessariamente melhor luz, assim como máxima fidelidade nem sempre representa a melhor escolha para toda aplicação.
Tudo depende da experiência que queremos cria

Muito além de dois números
O TM-30 vai ainda mais longe.
As 99 amostras são organizadas em 16 grupos de matizes, permitindo visualizar onde determinadas cores ganham ou perdem saturação, onde ocorrem mudanças de tonalidade e como cada região do espectro responde à fonte analisada.
O relatório apresenta essas informações graficamente por meio do Color Vector Graphic e de outros indicadores de fidelidade, saturação e mudança de matiz.
Assim, em vez de receber apenas uma nota geral, arquitetos, lighting designers e especificadores conseguem praticamente criar uma “impressão digital” do comportamento cromático daquela lu

Então o TM-30 substitui o IRC?
Mais do que pensar em substituição, é importante entender a evolução da análise.
O IRC oferece uma informação simples e amplamente conhecida. O TM-30 permite aprofundá-la, trazendo informações que ajudam o profissional a compreender como e onde as cores estão sendo transformadas.
E essa diferença importa porque não existe uma única luz perfeita para todas as situações.
Um projeto pode buscar máxima fidelidade cromática. Outro pode desejar cores mais vivas. Em outro contexto, determinados tons podem ser especialmente importantes para a experiência do espaço.
A especificação deixa, portanto, de olhar apenas para números isolados e passa a considerar a intenção do projet

Conhecer a luz é projetar melhor
Na Brilia, acreditamos que qualidade da luz também passa por conhecimento.
Por isso, nosso laboratório fotométrico está preparado para realizar análises pelo método TM-30, permitindo aprofundar a avaliação do desempenho cromático das nossas soluções e oferecer mais informação para quem projeta e especifica iluminação.
Porque escolher uma boa luz não é apenas definir potência, fluxo luminoso ou temperatura de cor.
É entender como ela revela materiais, valoriza cores, transforma percepções e constrói a experiência de cada espaço.

Quanto mais entendemos a luz, melhores são as escolhas que fazemos com ela.

Luz Muda Tudo.